A decisão, que entra em vigor a partir de 10 de abril, visa proteger os interesses nacionais da China e cumprir compromissos internacionais. Essa medida segue as tarifas impostas pelos EUA, que aumentaram a taxa para 34% sobre produtos chineses, somando-se a uma tarifa adicional de 20%, totalizando 54%. Além das tarifas, a China incluiu 11 empresas americanas em sua lista de "entidades não confiáveis", restringindo suas atividades comerciais no país.
E como isso impacta o Brasil?
No caso do Brasil, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa de 10% sobre as importações provenientes do país. Essa medida afeta setores específicos que exportam para os Estados Unidos, mas pode representar uma vantagem relativa para o mercado brasileiro, que foi menos penalizado em comparação com outras nações. Por exemplo, com as altas tarifas impostas à China, produtores americanos podem buscar fornecedores alternativos, e o Brasil pode ser uma opção estratégica. O mesmo vale para China pois, com o aumento das tarifas, os empresários Chineses também podem buscar o Brasil como fonte alternativa de fornecedores, elevando as exportações brasileiras para o país.
Apesar da tensão comercial, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Esse cenário cria uma oportunidade estratégica para o Brasil, especialmente nos setores de Agronegócio (como soja, milho, carne e frutas), Tecnologia e Eletrônicos, Automóveis, Autopeças e Moda.
Com a crescente demanda dos EUA por fornecedores alternativos e o interesse da China em diversificar suas fontes de importação, o Brasil tem se posicionado como uma alternativa importante, especialmente no agronegócio.
FONTE: https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/04/04/em-reacao-a-trump-china-anuncia-tarifa-de-34percent-sobre-todos-os-produtos-dos-eua.ghtml e https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/china-anuncia-tarifas-de-34-aos-eua-em-retaliacaoa-trump/